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Direito e Tecnologia da Informação

Estudo diz que P2P é benéfico à sociedade

Posted by Samuel Cersosimo em 20 junho 2009

SÃO PAULO – O compartilhamento de arquivos na internet não desencoraja a produção criativa. É o que diz a pesquisa de uma dupla de economistas de Harvard Business School.

As vendas das gravações, sim, decaíram, entretanto, os estudiosos apresentam dados que evidenciam que o lucro dos artistas não diminuiu com a popularização do compartilhamento digital. Verbas provindas de shows, por exemplo, cresceram mais do que o comércio das mídias caiu, segundo a conclusão do File Sharing and Copyright Working Paper (disponível para consulta em PDF).

O que ocorre no mercado, conforme publicado no relatório, trata-se de uma maior distribuição do faturamento. Enquanto as gravadoras perdem parte de seu lucro, empresas relacionadas a concertos musicais e reprodutores de mídia digital, como a Apple e seu icônico iPod, crescem expressivamente seus negócios.

Um dos principais argumentos dos opositores ao compartilhamento de arquivos na web é que o desrespeito aos direitos autorais desestimularia a criação de novos trabalhos na área fonográfica e também na literatura.

Os números de lançamentos nos últimos anos em todo o mundo, inclusive na área cinematográfica, refutam a tese. (…)

Na conclusão da pesquisa, os economistas escrevem que o formato digital também diminui o custo de produção de filmes e músicas, permitindo com que os artistas atinjam o público-alvo em diferentes formas.

Fonte: INFO Online (Gulherme Pavarin)

O compartilhamento de arquivos na internet não desencoraja a produção criativa“. E agora? Qual vai ser o novo argumento da indústria para condenar o compartilhamento de obras?

Está cada vez mais difícil esconder o fato de que são os intermediários (gravadoras, estúdios e editoras), e não os autores, os maiores prejudicados com o compartilhamento de obras intelectuais na Internet, e que cabe a eles (a indústria) buscar novas formas de mercado, em vez de investir em campanhas anti-pirataria. Chega de perguntar “quem mexeu no meu queijo”!

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